A palavra santidade parece um
tanto quanto antiquada levando em consideração a época a qual vivemos.
Santidade é uma palavra que nos remete a algo santo, sagrado, separado. Em sua
palavra Deus diz para sermos santos, porque Ele é santo [Lv 19:2/ I Pe 1:15] e
diz que não nos chamou para impureza [I Ts4:7], portanto, entre nós, irmãos em
Cristo, não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma
espécie de impureza e de cobiça [Ef 5:3]. Parece um tanto quanto desafiador cumprir
essa tarefa, visto que por onde quer que andemos parece que a imoralidade está
estampada em cartazes, a libertinagem toca alto nos rádios, a perversão parece
convidativa nas telas dos celulares, tvs e computadores, as mídias ditam o que
devemos ter e fazer para sermos reconhecidos como parte integrante da sociedade,
as associações que fizemos ao longo da vida parecem inofensivas, tudo parece
lícito e perfeitamente aceitável do ponto de vista do mundo. Se não tomarmos
cuidado, a gente se acostuma com a paisagem.
Logo, eis uma paráfrase do apóstolo Paulo - Não
se ajuste demais a cultura desse mundo a ponto de não poder pensar mais, posto
que nossa cidadania é celestial [Fp 3:20]. Em vez disso, concentrem a atenção
em Deus. Você será mudado de dentro para fora, ou seja, sua mente será renovada
pela palavra e suas atitudes serão correspondentes com essa nova mentalidade (mindset). Descubram o que Ele quer de
você e trate de atendê-lO o quanto antes. A cultura desse mundo nos arrasta
para a imaturidade, mas Deus extrai o melhor de nós e desenvolve em nós a
verdadeira maturidade. Desta forma somos capazes de experimentar sua vontade
que é boa, agradável e perfeita [Rm 12:2].
Não podemos perder tempo com
convites do pecado, nosso velho homem foi pregado naquela Cruz, muito embora a graça
vença o pecado com facilidade, não devemos continuar pecando, estamos mortos
para o pecado e vivos para Deus, através do sacrifício de Cristo Jesus. Morremos
com Ele e ressuscitamos com Ele, para uma nova vida [Rm 6: 6-11/ II Co 5:17].
Devemos ser cuidadosos e
zelosos com nossas vidas, não vivemos mais nas trevas, fazendo o que bem
entendemos e vivendo para nós mesmos. Fomos resgatados e não somos mais nós que
vivemos, mas Cristo quem vive em nós [Cl 1:13 / Rm 6: 12-14/ Gl 2:20]. Portanto,
refletimos a Deus com o propósito de alcançarmos outras pessoas, assim como Ele
nos alcançou. Por isso, nossas atitudes dizem muito sobre, não só quem nós
somos em Cristo, mas o que Ele representa para nós.
A partir do momento que
passamos a viver para Cristo e entendemos para que nascemos e quem somos nEle,
automaticamente velhas práticas vão sendo descartadas, embora umas demorem
mais do que outras, porque tudo depende do quanto estamos disponíveis a sermos
transformados, o quanto a palavra está impregnada em nós, o quão maduro nós
estamos ao ponto de sabermos a respeito do que devemos e o que não devemos
fazer. A santidade é uma questão de decisão, mas essa decisão vem com a
maturidade espiritual [Hb 5:13-14]. Enquanto não amadurecemos e não ficamos
consciente das verdades e meditamos nelas, as coisas parecem difíceis de se
deixar, difíceis de se fazer. Mas, quando acontece, existe uma graça e um favor
do Senhor e as coisas fluem tão perfeitamente que quando nos deparamos, o que
antes nos aprisionava, agora não nos causa qualquer dano. E ainda, muitas
vezes, somos usados por Deus nestas áreas a ajudar outras pessoas em assunto
similares com uma certa propriedade.
Em resumo, certa vez li algo a
respeito de santidade que me impactou e eu gostaria de compartilhar com você.
Quando pensamos em santidade, muitas vezes pensamos em tudo aquilo que “não
podemos, não devemos, não, não e não” , porém a santidade não tem a ver com o
“não” , ao contrário, tem a ver com o “sim”,
o grande sim que você disse pra Deus. Então, ao invés de passar o dia
todo pensando no que não se deve fazer, pensar ou falar , comece a pensar no
sim que você disse pra Deus. Santidade significa que você foi separado para uso
exclusivo de Deus, assim como em I Pedro 2:9 diz: “Vocês são escolhidos de Deus, escolhidos para a alta vocação do
trabalho sacerdotal e para serem um povo
santo. São instrumentos de Deus para fazer sua obra e falar por Ele, e para
contar a todos quanta diferença Ele fez na vida de vocês”. Em vista disso,
comece a encarar a santidade, não como um obstáculo, mas como um atributo
celestial, uma oferta de sacrifício a Deus [Rm 12:1], com intuito de se
consagrar e estar cada vez melhor posicionado na vontade dAquele que te chamou
para representá-lO.
